domingo, 6 de outubro de 2013

Visita ao nutrólogo!



Oi gente! Como havia prometido, em post anterior, hoje vou escrever sobre a visita do Matheus ao nutrólogo e pediatra Dr. Enairton Vinicius Rocha (CRM 4951).


A consulta se deu semana passada dia 03/10/13. Inicialmente o médico quis saber da rotina do Matheus e o que normalmente ele comia desde acordar até dormir.  O doutor, muito atencioso, escutou tudo pacientemente. Expliquei toda a dificuldade em fazer o Matheus comer bem e principalmente em provar os alimentos.
Após uma avaliação antropométrica o nutrólogo começou uma longa conversa. Inicialmente ele nos tranquilizou dizendo que a parte física do Matheus está ótima (ele está com 18.25kg e altura de 101cm) e que na verdade ele tem um sobrepeso (por incrível que pareça). Quanto aos exames de sangue ele confirmou a anemia e disse para que ele continuasse o tratamento com o Neutrofer e Redoxon (ferro e vitamina C),  com relação ao Fortini, ele reduziu a dosagem de 4 (quatro) para 2 (duas) medidas ao dia.
Ele explicou que a necessidade de se alimentar caía mais da metade nessa idade (Matheus está com 3 anos e 11 meses) isso porque o crescimento diminui muito e com ele a necessidade de se alimentar, ou melhor, dos 2 anos até o início da puberdade, o crescimento não é tão acelerado quanto no primeiro ano de vida, o que leva a uma redução natural do apetite. Ele até brincou dizendo que a partir dos 12/13 anos de idade ele iria comer até as paredes. Kkkkk...


Disse ainda que o Matheus não é uma criança que não come, então ele não teria o corpo e tamanho que tem, e sim uma criança que come mal :/ ... e admito que realmente ele come mal e essa é minha maior preocupação,  o dia em que ele come uma fruta ou bebe um suco é um “milagre” ... 
Enfim o tratamento é de “choque”, mais para nós, pais, do que para ele, Matheus. O Dr. deu várias dicas tipo:
  • Não fazer comida diferente ou exclusiva para ele;
  • Não fazer da hora de se alimentar um momento ruim para ele;
  • Não cobrar, nem fazer ameaças, tipo “você vai ficar doente” ou “você vai ficar fraco”;
  • Se ele se recusar a comer, devemos simplesmente dizer “OK” e deixá-lo com fome até a hora da próxima refeição, não oferecendo nada nesse intervalo de tempo;
  • O momento da refeição deve ser de no máximo 30min, independente dele ter comido tudo ou não;
  •  A comida que ele mais gosta (arroz com ovo ou macarrão) devemos oferecer somente 2 (duas) vezes por semana, no máximo;
Enfim foi uma longa conversa que se resume em não tornar a alimentação uma coisa “importantíssima” ou o “centro de tudo”, simplesmente levar com naturalidade. Querendo comer, ótimo, não querendo, tudo bem. 
Ele explicou que no começo o Matheus iria perder peso o que não seria um problema visto que ele está “gordo” (kkk) e que o importante era reverter o quadro de hoje, onde meu filho encara a hora de comer como uma coisa chata, ruim, momento de sofrimento, choro para uma coisa sistemática, diária, que não precisa ser boa nem ruim, só necessária.
É isso!!! Vamos começar os trabalhos na tentativa de me educar e reeducá-lo também. Desejem sorte para nós. Desejo toda a sorte do mundo, a todas as mãezinhas que passam pelo mesmo problema. Vamos trocar experiências, me contem como foi com seus filhos.


Deixo aqui algumas dicas importantes que encontrei na internet (fonte: http://bebe.abril.com.br/materia/estimuladores-de-apetite-infantil):
Quando é normal não ter apetite
• A partir dos 2 anos, as conquistas motoras, aliadas à diminuição considerável do ritmo de crescimento, provocam redução importante do apetite - que, em geral, retorna com força total em torno dos 12 anos;
• Resfriados, gripes, outras infecções e até mesmo o despontar ou a troca de dentes se refletem diretamente no prato. Relaxe. Tudo volta ao normal logo depois;
• Em dias muito quentes - ou pra lá de agitados, com várias atividades que roubam a atenção dos pequenos - o apetite, geralmente, se ressente;
• Crianças não costumam reagir bem a novos alimentos. A tendência natural é recusá-los. Não desista. Às vezes é preciso apresentar as novidades dezenas de vezes.

Quando é melhor investigar
• Se notar que seu filho é muito menor do que as crianças da mesma idade, leve-o ao pediatra para acompanhar o ganho de peso e altura;
• Sonolência, palidez e pouca disposição podem indicar falta de nutrientes importantes, como ferro, cálcio, vitaminas e zinco. Relate o problema ao médico e sugira a realização de exames;
• O motivo também pode ser emocional. Algumas crianças se recusam a comer como forma de protesto. Se for o caso, procure, em primeiro lugar, encontrar o motivo dessa birra;
• Alterações bruscas de apetite por períodos prolongados podem ter causas orgânicas mais graves, como problemas digestivos ou de mastigação, doenças infecciosas mais sérias e alguns tipos de câncer, como a leucemia.

Beijinhos!!!



Nenhum comentário:

Postar um comentário